O que é o AntimidiaBlog?

Imagem | Antimidia

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Creio que o slogan do blog é auto-explicativo: Textos sem sentido, para leituras sem atenção, destinados às pessoas sem nada para fazer.

São contos, resenhas, fotos, traduções e tudo mais produzido por Eder Capobianco (também conhecido entre alguns amigos como Antimidia).

Remontando a origem do AntimidiaBlog

Tudo começou no finado Multiply, em uma noite de tédio de abril de 2007. Naqueles dias, intitulado como Notas de um Zé Ninguém (http://web.archive.org/web/20120705214552/http://edcapobianco.multiply.com), a ideia era criar um espaço para divulgar meus contos e crônicas, além de vídeos, fotos, links e notícias que circulavam pela internet sem muito destaque.

Com o desaparecimento da plataforma em 2012, contrariando todas as expectativas, o blog se expandiu. Todo conteúdo original foi transferido para as plataformas WordPress (http://antimdiablog.wordpress.com) e Blogspot (http://antimidiablog.blogspot.com.br), e o título Notas de um Zé Ninguém foi substituído pelo nick Antimidia, que já possuía perfis e blogs no Flickr (http://www.flickr.com/photos/antimidia) e Tumblr (http://antimidia.tumblr.com) para a publicação de fotos.

Para continuar difundindo parte do que de bom vaga pelo gigantesco ciberespaço foi criado o Reblogador (http://reblogador.wordpress.com), que se apropria da ferramenta reblog para aumentar a alcance da produção de blogueiros independentes do WordPress.

O AntimidiaBlog é atualizado semanalmente, nas manhãs de sexta-feira.

Para quem chegou agora, anualmente o AntimidiaBlog reúne alguns de seus contos em e-books em diversos formatos, para que todos tenham a chance de rever alguns bons posts antigos no dispositivo que melhor lhe convir.

Sejam bem-vindos e sintam-se a vontade.

e-books

Mulheres (2018)

O que as personagens dos 12 contos desta coletânea procuram não é felicidade, a maioria nem acredita mais nisso. Algumas dessas mulheres buscam incessantemente apenas se afastar da culpa de não corresponder a expectativas que não são delas. Outras tentam resistir a uma normatização que as reduz a coadjuvantes de si mesmas. E também há as que tem no sexo um retorno financeiro de curto prazo.

Pode-se dizer que é comum a todas a luta diária contro o sofrimento. Sofrimento por uma condenação sem acusação num julgamento a qual nunca tiveram direito de defesa. Estas mulheres só querem paz e independência. Ter a segurança de que não sonhar é fundamental para sobreviver. A ambição de se desiludir já não permeia mais seus pensamentos.

Nenhuma dessas personagens vai ser uma princesa. O amor não é capaz de de tornar o impiedoso destino uma coisa melhor. A dicotomia sexo x futuro não vale para elas. Marido, filho, casa grande e carro na garagem não é uma opção. Por isso essas mulheres não resistem ao impulso ou adiam o prazer. Elas vivem intensamente o hoje numa esperança falida de um amanhã impossível.

Keep Calm and Work Hard (2018)

A tranquilidade de saber que nada será capaz de mudar um destino medíocre torna cada um dos personagens dos 12 contos selecionados para esta coletânea heróis. Por resistir a esmagadora falta de vontade de viver, por conter o impulso de entrar em tilt. Lidar com a violência de levar a vida sem ter noção se haverá amanhã coloca cada um deles face a face com o desespero de não ter esperança.

Trabalho não é um conceito universal. Pode ser aquilo que se faz sem gostar, apenas para ganhar dinheiro, ou uma atividade forçada pela seleção natural. Uma atitude que demanda esforço físico, mental e psicológico que é premiada com pequenas quantidades de dinheiro. Nestas vidas trabalho é só um meio para um fim: continuar levando uma vida desgraçada.

Aqui os funcionários não tem garantias, não vão fazer carreira e devem estar dispostos a arriscar tudo a curto, médio e longo prazos. Sem perguntas ou proteção, numa constante violação a rotina de esbórnia para exploração de personagens que não anseiam por nada além de sobreviver como um desdentado tentando comer uma espiga de milho.

No auge do anonimato (2017)

Esta coletânea apresenta 15 contos que não se relacionam, a não ser pelos personagens anônimos que não vão chegar a lugar nenhum, e nem por isso não tem momentos de emoção e glória em suas trajetórias pela cruel existência. Muito ao contrário, a vida oferece para eles violência, sexo e drogas numa intensidade que o sucesso jamais proporcionaria. A emoção de viver sem expectativas não tem preço.

As narrativas são escorregadias e pegajosas, apresentadas em estruturas simples e curtas, mas nem sempre seguindo os padrões da tradicional literatura da família brasileira. Não porque sangue e putaria transbordam de cada cena, mas porque em alguns casos a espinha dorsal é um tanto quanto torta, em outros o reboco está meio chapiscado e existem também os contos de entranhas expostas.

Julgados pela libertinagem e o vício, é o anonimato que protege esses queridos personagens da crucificação e da justiça moral das massas. O peso de estar numa rotina onde cada dia é um sonho não realizado já é desafio o suficiente para quem não busca paz ou guerra, só sobreviver. O único final feliz que eles podem encontrar é o conforto de estarem protegidos do estouro da manada.

 

440hz – Rumo à lugar nenhum… (2016)

Incoerência, caos, drogas e violência. Pode-se dizer que esta é a base que sustenta os 28 contos escolhidos para esta coletânea. As estruturas apresentam narrativas simples e curtas, com poucos parágrafos e muitas pedras. A descrença no futuro, o amor à vida marginal e o desprezo social são os alicerces que erguem esta construção, e os tijolos que a revestem foram arrancados e arremessados sem dó na cara do leitor.

Apesar de alguns contos se relacionarem, não há o menor compromisso com a continuidade. O que se tem aqui são pequenos fragmentos de vida que não começam e nem terminam, apenas acontecem como estupro inevitável. A deturpação de conceitos como certo e errado (ou bom e mal) são resultado da super-flexibilização que a Teoria da Relatividade impõe a rotina.

Por fim, a esperança é algo que se mostra apenas como consequência do pensamento, como consciência, e não motivação. Os personagens não buscam paz ou a felicidade, e sim qualquer caminho que os leve a lugares aonde suas depravações e vícios não sejam julgadas como características abomináveis no ser humano. Mas estes lugares não existem.

A vida é uma puta barata! (2014)

Os 22 contos selecionados para esta coletânea transitam entre o nada e o lugar nenhum, viajando pelos espaços da cidade dentro da cabeça de lunáticos e fracassados que provam a cada linha que equilíbrio e conquistas não são suficiente para se chegar a felicidade. São viciados, garotas de programa, empresários, secretárias e todo mundo que tem que enfrentar uma rotina que não se resume a fatos, mas esta banalizada em constante crise e falta de controle. A eterna busca por emoção que motiva cada personagem leva direto à um abismo de questionamentos, que começa com a solidão humana, passa por relações sociais deturpadas e termina em violência. Se na superfície a vida esta uma merda, quando se afunda em si mesmo não se encontra nada que valha a pena. No frigir dos ovos as esperanças não superam as adversidades e a vida continua sendo um fardo que cada um carrega da forma que lhe for melhor conveniente. Para estes personagens não existe final feliz.

As lendas do Bar do Jaime (2014)

O Bar do Jaime é um lugar atemporal, por onde passam os seres humanos mais estranhos e fudidos. As 12 histórias se relacionam pelo ambiente e a personalidade de um dono de bar que não faz muita questão de agradar os clientes, que do seu ponto de vista são problemas em potencial. Há também uma relação entre os personagens, que foram abandonados pela sorte e largados a deriva. Os conceitos de diversão são completamente distorcidos e servem para justificar atos que não se justificariam nem por pura insanidade. O fato é que a vida não vai além de uma noite com um objetivo que só pode ser alcançado pela mistura de substâncias de origem altamente questionável. No geral as histórias vão se encadeando de maneira fluida mostrando que cada vez que alguém entra pela porta é porque acredita que a felicidade pode ser encontrada nos lugares mais improváveis. Por que as vezes é mais fácil conviver com os outros do que consigo mesmo.

 

 

Crônicas confusas aleatórias misturadas (2014)

Velocidade máxima + ritmo frenético + conexões improváveis. O resultado desta equação se aproxima da loucura sem nexo do cotidiano de quem não sabe nada e nem tem nada de relevante para falar. Quando o nada se acumula num pequeno espaço vazio do cérebro ele se explode num Big Bang de palavras que se transforma numa metralhadora giratória que atira aleatoriamente sem ver. É um comportamento que não é comum no ser humano, mas esta fortemente presente em cachorros raivosos e bois loucos. Não existe nada escondido nem nas entre linhas. Não há nenhuma preocupação em não ser intransigente ou em ser coerente. A ligação das palavras vem da percepções de quem lê e consegue, de alguma forma, dar significado num aglomerado de frases que aparentemente não tem sentido nenhum. No fim cada texto reflete o caos do cotidiano somado a avalanche de sentimento a que somos expostos a todo momento. Cada um dos 15 fluxos de consciência é um pouco de sanidade e vida impresso na tela do computador.

Qualquer outra informação é possível entrar em contato comigo pelo próprio WordPress ou eder.capobianco@gmail.com.

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