O problema de Kekulé – Por Cormac McCarthy (2017) [tradução]

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Imagem do filme Elephant Dream – Wikipédia CC-BY-2.5

Tradução livre | Eder Capobianco Antimidia

Publicado na revista Nautilus em 20 de abril de 2017.

Da onde vem a língua?

Cormac McCarthy é mais conhecido no mundo como um escritor de romances. Estes incluem Meridiano de sangue ou o crepúsculo vermelho no oeste, Belos cavalos, Este país não é para velhos e A estrada. No Instituto de Santa Fé (ISF) ele é um colega de pesquisas e pensamentos, em termos complementares. Um aficcionado em assuntos que vão desde a história da matemática, argumentos filosóficos com relação ao status da mecânica quântica como uma teoria causal, evidências comparativas relacionadas a inteligências não-humanas, e a natureza do consciente e inconsciente da mente. No ISF nós temos pesquisado a expressão desses interesses científicos em seus romances, e nós mantemos um registro furtivos de suas manifestações clandestinas e demonstrações em prosa.

Nas últimas duas décadas Cormac e eu temos discutido os quebra-cabeças e paradoxos da mente inconsciente. Em primeiro lugar, o fato de que a muito recente, e “unicamente”, a capacidade humana de poder expressivo, próximo ao infinito, surge através de uma gramática combinatória construída sob as fundações de um cérebro animal muito mais antigo. Como esses dois sistemas evolucionários se reconciliaram? Cormac expressa essa tensão com uma profunda suspeita, talvez até com o desprezo que o inconsciente primitivo sente em relação a linguagem consciente. Neste artigo Cormac explora essa ideia através dos processos do sonho e infecção. É uma exploração criteriosa e abrangente de ideias e desafios que nossa comunidade de pesquisa só recentemente ousou começar a abordar devido ao complexo científico.

— David Krakauer,  Presidente, e Professor William H. Miller do Instituto de Santa Fé.

Eu o chamo de Problema de Kekulé porque entre as inúmeras instâncias dos problemas científicos, solucionados durante o sono do inquisidor, o Problema de Kekulé é o mais conhecido. Ele estava tentando chegar a configuração da molécula de benzeno, e não fazia muitos progressos, quando caiu no sono em frente ao fogo e teve o famoso sonho de uma cobra enrolada em um aro com o rabo na boca – o Ouroboros da mitologia – e acordou exclamando para si mesmo: “É um anel. A molécula está na forma de uma anel.” Bem. O problema, claro – não o de Kekulé mas o nosso – é que uma vez que o inconsciente entende a linguagem perfeitamente bem, ou não entenderia o problema inicial, por que ele simplesmente não responde a pergunta de Kekulé com alguma coisa como: “Kekulé, é um anel sangrento.” Então nosso cientista poderia responder: “Tudo bem. Consegui. Obrigado.”

Por que a cobra? Isso é, porque o inconsciente odeia tanto falar com a gente? Por que as imagens, metáforas, fotos? Por que os sonhos, para que importa.

Um lugar lógico para começar seria definir o que o inconsciente é primeiramente. Para fazer isso nós temos que deixar de lado os jargões da psicologia moderna e voltar à biologia. O inconsciente é um sistema biológico, acima de qualquer coisa. Para colocar sutilmente, como possivelmente – e com precisão – o inconsciente é uma máquina para operar um animal.

Todo animal tem um inconsciente. Se não tivessem então seriam plantas. Podemos, as vezes, creditar ao nosso funções não executadas. Sistemas, em um certo nível de necessidade, podem requerer sua própria mecânica de governança. A respiração, por exemplo, não é controlado pelo inconsciente, mas pela medula oblonga e a ponte, dois sistema localizados no tronco encefálico. Exceto, é claro, no caso dos cetáceos, que tem que respirar emergindo para o ar. Um sistema autônomo não funcionaria aqui. O primeiro golfinho anestesiado em uma mesa de operação simplesmente morreu. (Como eles dormem? Com a metade do cérebro alternadamente.) Mas as questões da inconsciência estão além. São tudo, desde arranhar uma coceira para resolver um problema de matemática.

A língua encontrou alguma necessidade? Não. Os outros mais de cinco mil mamíferos entre nós estão bem sem ela.

Em geral os problemas estão bem localizados em termos de língua e linguagem, permanecendo uma boa ferramenta para explicá-los. Mas o processo real de pensar – em qualquer disciplina – é em grande parte um ato inconsciente. A linguagem pode ser usada para resumir um ponto em que alguém chegou – um tipo de placa de distância – para ganhar um novo ponto de partida. Mas se você acredita que usa a língua para solução de problema, gostaria que você me escrevesse me contando como faz isso.

Indiquei para alguns amigos matemáticos que o inconsciente parece ser melhor em matemática que eles. Meu amigo George Zweig chama isso de Turno Noturno. Mantenha em mente que o inconsciente não tem lápis, bloco de notas e, certamente, nem borracha. Que ele resolve problemas de matemática é indiscutível. Como ele faz isso? Quando sugeri à meus amigos que isso poderia ser feito sem o uso de números, muitos deles pensaram – depois de um tempo – que essa era uma possibilidade. Como, nós não sabemos. Assim como nós não sabemos como é que conseguimos falar. Se eu estou falando com você, então dificilmente eu posso estar criando as frases que vou falar ao mesmo tempo. Estou totalmente ocupado em falar com você. Tampouco uma parte da minha mente pode reunir essas frases e dizê-las para mim para que eu possa repeti-las. Além do fato de que estou ocupado isso seria evocar um infinito regresso. A verdade é que há um processo aqui a qual não temos acesso. É um mistério opaco para a escuridão total.

Há pessoas influentes entre nós – de quem falaremos um pouco mais a frente – que afirmam acreditar que a língua é um processo totalmente evolutivo. Que ela de algum jeito apareceu no cérebro de uma forma primitiva e então cresceu com sua utilidade. Um pouco como a visão, talvez. Mas a visão que conhecemos agora é mapeável até, talvez, uma dúzia de histórias evolutivas bastante independentes. Material tentador para os teologistas. Estas histórias, aparentemente, começaram com um órgão bruto capaz de perceber a luz onde algum obstáculo poderia sugerir um predador. O que realmente a torna um excelente cenário para a seleção Darwiniana. Pode ser que as pessoas influentes imaginem que todos os mamíferos estão esperando a língua aparecer. Não sei. Mas tudo indica que a língua apareceu apenas uma vez em só uma espécie. Entre a qual se espalhou numa velocidade considerável.

Há uma série de exemplos sinalizando no mundo animal para o que pode ser tomado como proto-língua. A Tâmia – entre outras espécies – tem um chamado de alarme para predadores aéreos e outro para os por terra. Falcões são distintos de raposas e felinos. Muito útil. Mas o que falta aqui é a ideia central da língua – que uma coisa pode ser outra coisa. Essa é a ideia que Hellen Keller compreendeu repentinamente no poço. Que o sinal de água não é simplesmente um sinal de que se tem um copo de água. Era copo de água. Era, de fato, água dentro do vidro. É assim no filme O Milagre de Anne Sullivan. Não um olho seco em casa.

A invenção da língua foi entendida desde o começo por ser incrivelmente útil. De novo, parece ter se espalhado entre a espécie quase que instantaneamente. O problema imediato parece ter sido que havia mais coisas para dor nomes do que sons para nomeá-las com. A língua, aparentemente, tem sua origem no sudoeste da África, e pode ser que o click seja a língua do povo Khoisan – incluí-se a língua Sandawe e o povo Hadza – são remanescentes atávicos de abordar esta necessidade de uma maior variedade de sons. Os problemas vocais foram, eventualmente, tratados evolutivamente – e aparentemente em uma ordem bastante curta – transformando grande parte de nossa garganta para a manufatura da fala. Não sem custos, como se mostra. A laringe moveu-se para baixo na garganta de forma a nos tornar uma espécie altamente vulnerável a sufocar com nossa própria comida – uma causa não incomum de morte. Também nos deixou como único mamíferos incapazes de engolir e vocalizar ao mesmo tempo.

O tipo de separação que nos deu o alto e o baixo, o claro e o escuro, e outras variações em nossa espécie, não estavam protegidas contra o avanço da língua. Ela cruzou montanhas e oceanos como se eles não tivessem lá. Isso significou alguma necessidade? Não. Os outros mais de cinco mil mamíferos entre nós estão bem sem ela. Mas é útil? Ah, sim. Podemos assinalar ainda que quando chegou ela não tinha para onde ir. O cérebro não esperava, nem tinha planejado, sua chegada. Ela simplesmente invadiu aquelas áreas do cérebro que eram menos usadas. Sugeri uma vez em uma conversa no Instituto de Santa Fé que a língua tinha agido como a invasão de um parasita, e David Krakauer – nosso presidente – disse que a mesma ideia tinha lhe ocorrido. O que me agradou muito porque David é muito esperto. Isto não quer dizer, é claro, que o cérebro não estava, de maneira nenhuma, estruturado para receber a língua. Onde mais ela iria? Se nada mais, temos a evidência da história. A diferença entre a história de um vírus e da linguagem é que o vírus chegou pelo caminho da seleção Darwiniana e a língua não. O vírus vem bem maquinado. Evoluí. Vira repentinamente. Puxa para dentro. Aperta. Ajusta agradavelmente. Mas a pilha de sucata pode ser encontrada para conter qualquer vírus que não se encaixe.

Não há seleção no trabalho de evolução da língua porque a linguagem não é um sistema biológico, e porque há apenas uma dela. A ur-língua* da linguística original do qual todas as línguas evoluíram.

* Na linguística o termo ur-língua significa a base da língua, ou proto-língua. (Fonte | https://en.wiktionary.org/wiki/urlanguage#English)

As pessoas influentes estão agora, claro, sorrindo para si mesmas ao Lamarckianismo mal-escondido que espreita aqui. Podemos evitá-lo por várias estratégias ou redefinições, mas provavelmente sem muito sucesso. Darwin, obviamente, desprezava a ideia de “mutilações” herdadas – a questão de cortar o rabo de cães, por exemplo. Mas a herança de ideias continua sendo alguma coisa mais pegajosa. É difícil vê-la como outra coisa que não adquirida. Como o inconsciente age sobre esse processo não é tão mal compreendido quanto não totalmente compreendido. Essa é uma área bastante ignorada pelos estudos de inteligência artificial, que parecem dedicados principalmente às análises e questões de se o cérebro é como um computador. Eles decidiram que não é, mas isso não é totalmente verdade.

Das características conhecidas do inconsciente sua persistência está entre as mais notáveis. Todo mundo está familiarizado com sonhos repetitivos. Aqui o inconsciente pode ser imaginado como tendo mais de uma voz: Ele não está entendendo, não é? Não, ele é muito denso. O que você quer fazer? Não sei. Você quer tentar usando a mãe dele? A mãe dele está morta. Que diferença isso faz?

Para colocar sutilmente, como possivelmente – e com precisão – o inconsciente é uma máquina para operar um animal.

O que funciona aqui? E como o inconsciente sabe que não estamos conseguindo entender? O que ele não sabe? É difícil escapar da conclusão de que o inconsciente está trabalhando sob uma compulsão moral para nos educar. (Compulsão moral? Ele está falando sério?)

A evolução da língua começaria com o nome das coisas. Depois disso viriam a descrição dessas coisas e a descrição de como elas funcionam. O crescimento da língua até sua presente configuração e forma – sua sintaxe e gramática – tem uma universalidade que sugere uma regra comum. A regra é que a língua segue sua própria exigência. A regra é que ela é acusada de descrever o mundo. Não há nada mais a descrever.

Tudo muito rapidamente. Não há línguas cuja forma esteja em estado de desenvolvimento. E suas formas são basicamente as mesmas.

Nós não sabemos o que é o inconsciente, ou onde ele está, ou como está lá – o que quer que possa ser. Os estudos recentes de cérebros animais que mostram um cerebelo bem grande em algumas espécies bastante inteligentes são sugestivos. Que os fatos sobre o mundo são eles mesmos capazes de configurar o cérebro começa a ser lentamente aceito. O inconsciente só obtém esses fatos de nós, ou ela tem o mesmo acesso ao nosso sistema nervoso que nós temos? Você pode fazer o que quiser com a gente, e o nosso, e o nós. Eu fiz. Em algum momento a mente deve gramatizar fatos e convertê-los em narrativas. Os fatos do mundo não vem, em sua maior parte, na forma narrativa. Nós temos que fazer isso.

Então, o que estamos dizendo aqui? Que algum pensador desconhecido sentou numa noite em sua caverna e disse: Uau. Uma coisa pode ser outra coisa. Sim. Claro que é isso que estamos dizendo. Só que ele não disse isso porque não havia uma língua para ele dizer isso. Por hora ele teve que se conformar apenas em pensar isso. E quando isso aconteceu? Nossas personalidades influentes afirmam não ter ideia. Claro que elas não acham que isso ocorreu, de toda forma. Deixando isso de lado. Cem mil anos atrás? Meio milhão? Mais? Na verdade, cem mil seria um bom palpite. Ela data dos primeiros gráficos conhecidos – achados na Caverna Blombos na África do Sul. Estes riscados tem tudo a ver como nosso camarada acordando na sua caverna. Por mais que seja quase certo que a arte precedeu a língua, é provável que ela não tenha precedido muito. Algumas pessoas influentes pensam, atualmente, que a língua poderia ter até um milhão de anos. Eles não tem explicado o que temos feito com ela este tempo todo. O que nós sabemos – praticamente sem dúvida – é que tendo a língua tudo seguiu acontecendo rapidamente. A simples compreensão de que uma coisa pode ser outra coisa é a raiz de todas as coisas que fazemos. De usar pedrinhas coloridas para o comércio de cabras, a arte e linguagem, e usando marcas simbólicas para representar pedaços do mundo muito pequenos para se ver.

Cem mil anos é praticamente um piscar de olhos. Mas dois milhões de anos não é. Isto é, de forma bastante livre, o tempo que nosso inconsciente tem dirigido e organizado nossa vida. E sem a língua, você notará. Ao menos para todos, exceto os que recentemente piscaram. Como nos diz onde e quando riscar? Não sabemos. Nós só sabemos que ele é bom nisso. Mas o fato de que o inconsciente prefere evitar instruções verbais quase que completamente – mesmo quando elas parecem bastante úteis – sugere, bastante fortemente, que ele não gosta muito da língua e, mesmo, que não confia nela. E por quê isso? Como ser bom, com razão suficiente, ter ficado bem sem ela por um alguns milhares de anos?

Para além de sua grande antiguidade, o modo de apresentação de imagens históricas favorecidas pelos inconsciente tem o apelo de sua simples utilidade. Uma imagem pode ser lembrada em sua totalidade, enquanto um ensaio não pode. A menos que se trate de uma caso de Síndrome de Asperger. Em que caso as memórias, quando corretas, sofrem de sua própria literalidade. O arquivo de conhecimento ou informações contidas no cérebro de um cidadão médio é enorme. Mas a forma como reside é amplamente desconhecida. Você pode ter lido mil livros e ser capaz de discutir cada um deles sem se lembrar de nenhuma palavra do texto.

Quando você para pra refletir e diz: “Deixe-me ver. Como posso fazer isso”, sua intenção é ressuscitar uma ideia a partir deste conjunto de nós-não-sabemos-o que e dar a isso uma forma na língua para que possa ser expressa. É o “isso” que se deseja expressar que é representativo deste conjunto de conhecimentos cuja forma é tão amorfa. Se você explicar isso para alguém e eles dizerem que não entendem, você pode muito bem mudar sua prosa, pensar um pouco mais, e voltar com outra forma de se “expressar”. Ou você não pode. Quando o físico Dirac era questionado pelos estudantes que não entendiam o que ele dizia, Diric simplesmente repetiria literalmente.

A imagem-história se empresta à parábola. O conto que tem como significado dar uma pausa. O inconsciente está preocupado com as regras, mas essas regras vão requerer sua cooperação. O inconsciente quer dar orientações para sua vida em geral, mas não importa qual pasta de dentes você usa. E embora os caminhos que ele sugere podem ser amplos, eles não incluem ir por cima de um penhasco. Nós podemos ver isso nos sonhos. Aqueles sonhos perturbadores que nos acordam do sono são puramente gráficos. Ninguém fala. Aqueles sonhos antigos e frequentemente incômodos. Às vezes um amigo pode ver um significado que nós não podemos. O inconsciente pretende que eles sejam difíceis de desvendar porque quer que pensemos sobre eles. Para lembrar deles. Não diz que você não pode pedir ajuda. Parábolas, claro, muitas vezes se resolvem de forma pictórica. Quando você ouviu pela primeira vez sobre a caverna de Platão você começou a reconstruir ela.

Para repetir. O inconsciente é uma operação biológica, a língua nao. Ou não ainda. Você deve ter cuidado ao convidar Descartes para essa mesa. Tirando a herança, provavelmente o melhor guia para saber se uma característica é da sua própria família é perguntar se nós a vemos em outras criaturas. No caso da língua é bastante claro. Na facilidade com que as crianças aprendem suas regras complexas e difíceis, vemos a lenta incorporação do adquirido.

Estive pensando sobre o Problema de Kekulé e nos anos sem conseguir fazer muitos progressos. Então numa manhã, depois que George Zweig e eu tínhamos tido um de nossos almoços de dez horas, eu vinha levando o cesto de lixo do meu quarto, e quando eu estava esvaziando no lixo da cozinha eu, repentinamente, soube a resposta. Ou eu sabia que eu saberia a resposta. Levei um minuto ou mais para colocar tudo no lugar. Refleti que enquanto George e eu tínhamos gastado as primeiras horas na cognição e neurociência, nós não tínhamos falado sobre Kekulè e o problema. Mas alguma coisa na nossa conversa pode muito bem ter desencadeado nossas reflexões – minha e daquele Turno Noturno – sobre essa questão. A resposta, naturalmente, é simples uma vez que você sabe. O inconsciente não está acostumado a dar instruções verbais e não está feliz fazendo isso. Hábitos de dois milhões de anos de duração são duros de quebrar. Quando mais tarde eu disse a George o que eu tinha pensado ele refletiu mais ou menos um minuto e então ele acenou com a cabeça e disse: “Me parece que está certo.” O que me agradou muito porque George é muito inteligente.

O inconsciente parece saber um grande esquema. O que ele sabe sobre si mesmo? Sabe que ele vai morrer? O que ele pensa sobre isso? Ele parece representar uma coleção de talentos, e não apenas um. Parece improvável que o departamento da coceira também está no controle da matemática. Ele pode trabalhar em uma série de problemas ao mesmo tempo? Ele sabe apenas o que nós dizemos? Ou – mais plausível – tem acesso direto ao mundo exterior? Alguns dos sonhos que ele se esforça em reunir para nós são, sem dúvida, profundamente reflexivos e, no entanto, alguns são bastante frívolos. E o fato de que parece ser menos insistente em nossa lembrança de cada sonho sugere que as vezes pode estar trabalhando em si mesmo. E é realmente tão bom em resolver problemas ou é só o que mantém ele mesmo como advogado de suas falhas? Como é que ele tem essa compreensão que podemos invejar? Como podemos fazer perguntas a respeito? Você tem certeza?

Cormac McCarthy é membro sênior do conselho do Instituto de Santa Fé.

Texto original | http://nautil.us/issue/47/consciousness/the-kekul-problem

Mais sobre Cormac McCarthy | https://pt.wikipedia.org/wiki/Cormac_McCarthy

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