440hz – Rumo à lugar nenhum… (e-book)

Caros leitores,

Em 2015 o AntimidiaBlog teve muitos altos e baixos. As atualizações não tiveram a frequência que este blogueiro deseja e seus leitores estão acostumados. Peço desculpas por isso. Desculpa. Posso dizer que, como um livro ainda não lido, 2016 é um mistério. As pretensões continuam de manter uma atualização semanal, mas a ideia é passar ela para os sábados ao invés da sexta. (Correção: a qualquer momento entre sábado e domingo, talvez, com sorte, vou tentar…..)

Mesmo com toda inconstância, dezenas de textos, entre contos, traduções e crônicas, foram publicados. Assim como no último ano, reuni as melhores produções literárias de 2015 em um e-book: 440hz – Rumo à lugar nenhum…. A ideia com isso é dar nova vida a antigos posts e ampliar o alcance deles, além de produzir algo para que o leitor tenha um acesso mais fácil a todo material.

No último ano fui convidado à fazer uma fala no lançamento da segunda edição da revista Circuito sobre um conto meu publicado lá (Os abutres e a carne fresca). Me foi pedido que falasse sobre meu processo criativo e motivações. Então, num determinado momento, disse: “Desde que me conheço por gente nunca gostei de coisas novas, limpinhas ou com cheiro de lavanda. Gosto de coisas velhas, sujas e com o cheiro do tempo.” Creio que este e-book sintetiza bem isso.

Obrigado pelas leituras, mensagens e comentários.

Feliz 2016!

Abraços!

Eder Capobianco Antimidia

440hz – Rumo à lugar nenhum…

Incoerência, caos, drogas e violência. Pode-se dizer que esta é a base que sustenta os 28 contos escolhidos para esta coletânea. As estruturas apresentam narrativas simples e curtas, com poucos parágrafos e muitas pedras. A descrença no futuro, o amor à vida marginal e o desprezo social são os alicerces que erguem esta construção, e os tijolos que a revestem foram arrancados e arremessados sem dó na cara do leitor.

Apesar de alguns contos se relacionarem, não há o menor compromisso com a continuidade. O que se tem aqui são pequenos fragmentos de vida que não começam e nem terminam, apenas acontecem como estupro inevitável. A deturpação de conceitos como certo e errado (ou bom e mal) são resultado da super-flexibilização que a Teoria da Relatividade impõe a rotina.

Por fim, a esperança é algo que se mostra apenas como consequência do pensamento, como consciência, e não motivação. Os personagens não buscam paz ou a felicidade, e sim qualquer caminho que os leve a lugares aonde suas depravações e vícios não sejam julgadas como características abomináveis no ser humano. Mas estes lugares não existem.

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