As peripécias de Joe – Parte 1 [conto]

Pela manhã

“Vamos jogar a real. Por as cartas na mesa Joe. Você não tem como nos pagar. Tudo bem. Ainda não vamos te matar por causa disso. Mas você há de convir que não podemos simplesmente falar: ‘Ok Joe, nós entendemos a situação. Esqueça o que nos deve’. Como ficaria nossa moral com os outros credores?.

Você vai ter que fazer um trabalho para nós Joe. Depois disso vamos considerar 50% de sua dívida quitada. Conversaremos depois sobre a outra metade. Entenda isso como uma oportunidade, uma chance. Além do que, não estamos pedindo nada de outro mundo. Nada impossível. Tudo vai ser mais fácil se você colaborar.”

Duas horas depois

“Por favor compreenda Ramirez. Por que você fez aquilo? Falei que não ia dar certo. É claro que eles iam descobrir. Tenho uma família, e por eles que peço: facilite as coisas. Sem lamentações ou sentimentalismo. Vamos ser profissionais. Me desculpe, mas vou fazer o que tenho que fazer.

Antes, porém, queria que você soubesse que não vou abandonar sua mulher e filho. Vou ampará-los sempre que possível e necessário. Se pensar bem, todos já esperam por isso. Também, você aprontou tanto. Não queria que acabasse assim. Vou tentar fazer com que não doa. Sinto muito.”

Continua…

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