Por menos impostos [crônica]

Isto não é um artigo ou uma crônica. Esta longe de ser um conto ou ensaio. Estou escrevendo um manifesto. Venho através deste protestar contra todos aqueles que me roubam mensalmente. Não há outra palavra que expresse meus sentimentos sobre os que tomam grande parte do meu salário todo mês, num investimento sem retorno ou justificativa.

A cada extrato bancário que vejo descubro uma nova taxa criada pelo inescrupuloso e ardiloso banco. De centavo em centavo eles tomam algo em torno de trinta reais por mês. Um absurdo injustificável, que eles justificam como taxa. Já presenciei uma jovem atendente se perdendo para tentar explicar para o cliente por que o banco retirou trinta e oito centavos de sua conta. Ela dizia: “Esta no contrato senhor”.

O que falar dos impostos. Vinte por cento da minha, e da sua, conta de telefone você paga para o governo federal sabe-se lá por que. Não me conformo com a festa de impostas criados sobre os carros. Seguro obrigatório, IPVA, pedágio. Impressionante, mas você paga IPTU! Já não basta ter que pagar no Imposto de Renda por ter um imóvel num valor X, e tem que pagar por ele estar ocupando espaço!

Uma vez escutei alguém dizer: “No Brasil você é penalizado por ter sucesso”. Nada faz tanto sentido quando se pensa no que nos é cobrado a cada vez que precisamos emitir uma nota fiscal. Porque além do que se paga para produzir, tem-se que pagar para vender. E aonde este dinheiro esta indo parar? Na cueca de laranjas. É emprestado para o Marcos Valério.

Outra instituição que nasceu com a finalidade cobrar de pobres contribuintes são os sindicatos. Inexplicável a sensação de ódio e raiva quando algum desconto do já pequeno salário é desviado para este obscuro lugar. O mais interessante é que se você precisar dele, ele vai te indicar um advogado que vai querer 20% dos seus direitos. Isto é quase como legalizar a extorsão.

Para finalizar os juros. Se o meu salário atrasa, ninguém me paga juros. Já se eu atrasar o pagamento das minhas contas, por que não recebi meu vale sobrevivência, me são cobrados juros. Esta talvez seja a palavra que eu mais odeio. Nada com maior potencial de destruição. É irracional. Quanto mais se deve, menos se ganha, e mais se deve. A popular bola de neve.

Devolver para os verdadeiros donos, é isso que faço com o dinheiro que eu ganho. Ele cai na minha conta, e eu os devolvo para os verdadeiros donos.

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