Eu sou o Zaratustra da montanha!* [crônica]

Cheguei à conclusão do que não consigo compreender o por que as pessoas, na grande maioria dos casos, não pensa como eu. Tudo bem, é meio egocêntrico o tema. Mas analisando friamente, esta é a minha página pessoal, que eu faço para os meus amigos lerem. Como definiu uma professora minha uma vez, não passo de um ‘rebeldinho egocêntrico’.

Admitindo isso, e como tal, questiono: Por que todo mundo não vê o mundo como eu vejo? Como alguém consegue ser São Paulino ou Palmeirense, por exemplo, sendo que existe o Corinthians? Por que diabos as pessoas insistem em relacionamentos que nunca dão certo, e podem levar até a frustração eterna?

Posso garantir, não teríamos guerra. Não vejo motivos para ela, conseqüentemente elas não existiriam. Petróleo? A energia renovável é capaz de suprir a demanda nos dias de hoje. Para tudo que é feito com o ‘ouro negro’ existe uma alternativa ecologicamente viável. Poder? Sobre quem e por que? Enfim, não vejo justificativa sobre as guerras.

Outra coisa, não existiriam leis, o bom senso sempre prevaleceria sobre a estupidez e a burrice – com isso também seriam abolidas qualquer forma de política. Crimes seriam desnecessários, pois o esforço do outro em acumular riquezas de forma honesta é louvável e seria reconhecido – nota-se neste ponto que todos pensariam como eu, e seriam imbecilmente honestas por serem covardes medrosos.

Decididamente não existiriam o popgode e o axé, pois os músicos seriam inteligentes o suficiente para fazer coisa melhor – não vou citar milhares de ritmos musicais, este dois sintetizam todos. Não haveria tráfico e guerras de gangues urbanas, pois não haveria proibições.

As fronteiras também são desnecessárias. Seriamos todos sedentários por natureza e adoradores de Domenico de Masi. Idolatraríamos Bukowski. Talvez fosse melhor mudar a ordem do dia. Dormir a luz do sol e trabalhar ao calor da lua.

A televisão iria ser usada para transmissão de notícia vinte e quatro horas por dia. De forma bruta e massificada. Como não ia acontecer nada de muito extraordinário, nada justificaria grandes destaques. “Zé descobre planta que proporciona sono tranqüilo e macio por dias”. “Zé não vê problema em não ver problema”. “Não há problemas para Zé ver”.

Enfim, do meu ponto de vista, que deveria ser o de todos, o mundo ideal seria monótono e sem surpresas. Todos seriam felizes sem precisar beber! Parece-me tão simples resolver todos os impasses da humanidade. Penso que com tais conceitos tão enraizados dentro de mim, sou o mais indicado para presidir a Organizações das Nações Unidas – ONU – neste momento.

Votem em mim!

* Dedicado ao finado Tio Bene.

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